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Cria do Flamengo, Diego Maurício comemora momento da carreira na Ásia: ‘Muito feliz aqui’

Aos 30 anos, atacante do Al-Shahaniya, do Qatar, não pensa em retornar ao Brasil e revela carinho pelo país da Copa do Mundo

Por Isaac Simões

Diego Maurício (ao centro, camisa 11) está atuando no Qatar(Reprodução/Instagram)

Diego Maurício (ao centro, camisa 11) está atuando no Qatar | Reprodução/Instagram

Diego Maurício continua na memória de muitos torcedores do Flamengo. Cria do Rubro-negro e xodó da torcida entre 2010 e 2012, o atacante segue escrevendo sua história no futebol asiático e comemora a boa fase da carreira agora no Al-Shahaniya, clube do Qatar.

Em entrevista à TNT Sports Brasil, o brasileiro agora com 30 anos de idade, avaliou o atual momento e comentou sobre a vida no país da próxima Copa do Mundo. 

“Eu estou muito feliz aqui, é mais um país asiático na minha vida, e logo o país da Copa. Aqui a gente já respira esse clima (de Copa do Mundo) e espero estar aqui quando o Mundial começar. Estou jogando nos estádios que serão usados na Copa e isso me deixa feliz. É um país muito acessível e deixa toda a minha família bem tranquila, tudo é mais fácil comparado a outros lugares do continente. Já passei por vários países complicados na Ásia, mas aqui é o melhor que encontrei até hoje”.

Diego deixou o Flamengo em 2012 e iniciou sua trajetória no exterior atuando na Rússia, defendendo as cores do Spartak Vladikavkaz. A passagem foi curta, com apenas 12 jogos disputados. O atacante retornou ao Brasil para defender o Sport e depois foi para Portugal, onde atuou pelo Vitória de Setúbal, mas foi na Ásia que ele se encontrou.

Diego Maurício foi campeão sul-americano sub-20 com a Seleção (Foto: Getty Images)

Al-Qadisiya (Arábia Saudita), Shijiazhuang Ever Bright (China), Gangwon (Coreia do Sul), Busan Ipark (Coreia do Sul), Odisha (Índia) e agora o Al-Shahaniya (Catar) estão marcados na trajetória do brasileiro que deixou o país-natal ainda garoto.

“A pressão sem dúvida é a maior diferença entre o futebol daqui e o do Brasil. Aqui não tem essa loucura de jogar bem na quarta-feira e ser chamado de melhor do mundo, enquanto no sábado você se transforma no pior, dependendo da atuação. Em campo também é um pouco mais lento do que o brasileiro, apesar de estar melhorando graças à chegada de muitos jogadores e técnicos estrangeiros”, avalia.

Recentemente, em 2020, Diego Maurício teve uma passagem pelo CSA, e defendeu o time alagoano na Série B do Brasileirão, antes de retornar à Ásia. Mas apesar da saudade de casa, o jogador não pretende voltar ao país agora.

“Sinceramente não me vejo voltando agora para o Brasil. Eu to muito feliz aqui, minha família também. Claro que não podemos dizer ‘nunca’ no futebol, porque as coisas são muito dinâmicas, mas o meu pensamento nesse momento é viver muito tempo aqui, onde estou feliz porque a bola tá entrando, os gols estão saindo, então isso facilita a vida quando você está feliz dentro de campo. Mas sigo acompanhando o futebol brasileiro e quem sabe um dia eu possa voltar e dar o meu melhor no Brasil”.

Diego Maurício em campo pelo Flamengo, em 2011 (Foto: Getty Images)

Diego também falou sobre a relação com o Flamengo e disse que acompanhou a final da Libertadores de 2021, vencida pelo Palmeiras sobre os cariocas: “O Flamengo foi o clube que me formou, cheguei lá com sete anos de idade e fiquei até os 22 anos. Então, é um clube que me educou praticamente, por isso eu sou muito grato, tenho um carinho imenso. Vi a final contra o Palmeiras, queria que o Flamengo ganhasse, mas tem que dar os parabéns ao Palmeiras pelo título”.

 
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