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Portugal classificado para poder sonhar no Qatar

A gente viu na TNT SPORTS os tugas eliminarem por 2 a 0 a seleção da Macedônia do Norte - que eliminou a Itália pela segunda vez seguida de um Mundial.

Por Mauro Beting

Portugal na Copa. E para ganhar.(Getty Images)

Portugal na Copa. E para ganhar. | Getty Images

Aos 13 minutos, em um estádio do Dragão que cuspia rubro-verde e respirava Portugal como talvez não se visse desde os gloriosos tempos de Felipão, Otávio achou CR7 livre pela esquerda para bater de canhota cruzado e... Perder o gol à frente do fraquíssimo goleiro Dimitrievski.

Não era uma noite normal. Mesmo.

Macedônia do Norte jogava até mais do que havia feito antologia em Palermo, na semana passada, quando a história italiana se repetiu como Trajkovski. Como se fosse o Pak do-ik, sargento do exército da Coreia do Norte depois de eliminar os italianos em Middlesbrough, na fase inicial da Copa de 1966. Um gol de fora da área num chute cruzado de direita. Gols parecidos com finais trágicos sem igual para a Azzurra.

Os mais do que franco-atiradores e fracos-snipers exploraram os avanços do excelente Nuno Mendes, pela esquerda da zaga lusitana. Levaram algum perigo. Ou causaram mais comoção na comunidade internacional com a possível ausência de uma seleção que tem bola e gente para ganhar o primeiro Mundial no Qatar.

Mas que parece ainda não ter time. Quem sabe não tenha mesmo treinador à altura dessa que é a maior geração em números de Portugal.

Fora CR7 que não pode ficar de fora de qualquer seleção do planeta, e de qualquer tempo, Portugal ainda tem Bernardo Silva. Bruno Fernandes. João Félix. Diogo Jota. João Cancelo. Nuno Mendes. Rúben Dias. Danilo. Pepe. Otávio. João Moutinho. Raphaël Guerreiro. Rafael Leão. João Palhinha. Renato Sanches. João Mário. William Carvalho. Matheus Nunes. André Silva. Sérgio Oliveira. Gonçalo Guedes. Semedo. Rui Patrício. Anthony Lopes. Rafa Silva. Trincão. Rúben Neves.    

Era só ter um pouco de tranquilidade. E aproveitar erro infantil de troca de bola atrás do lateral Ristovski, em passe perigoso que Bruno Fernandes roubou e buscou CR7, que devolveu para o meia do Manchester United abrir o placar, aos 31. O único chute certo português no primeiro tempo nervoso.

Na segunda etapa não menos ansiosa, Portugal chegou mais na bola parada, como estava a respiração da torcida, que cantou demais e levou o time ao Qatar. Confirmado o passaporte no belo contragolpe de Jota para a chapada de BF, aos 19, em lance em que o jovem Pepe, 39, mais uma vez foi essencial.

2 a 0.

O Qatar é logo ali.

De onde os tugas podem voltar com o caneco. Dependendo do que fizerem lá dentro os que podem e devem jogar mais. 

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