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O fim da facada em Barueri

O vírus de velha cepa na Copinha

Por Mauro Beting

Caio foi gigante contra bípedes ínfimos

Caio foi gigante contra bípedes ínfimos

A Copa São Paulo de Juniores já revelou e ainda revela senhores craques e menores escroques assassinos. Jovens já morreram por bombas e pauladas na cabeça na Copinha (1992) e na Supercopa (1995). 

A Copa SP revela alguns BOs. E releva outras tantas porradas pelas autoridades incompetentes e sem autoridade - ou apenas autoritarismo. 

Sem torcida na bancada tem treta. Com a excrescência placebo da torcida única também tem. Ela não impede que uma faca apareça no meio do gramado depois da invasão de imbecís aplaudidos por não poucos da turba ignara. 

Não fossem alguns corajosos meninos que jogam pelo clube pelos quais distorcem esses criminosos organizados, talvez a tragédia fosse maior na Arena de gladiadores digladiando em Barueri. 

Meninos que fizeram mais do que por décadas alguns marmanjos protegiam os bípedes que invadiam gramados. Abraçando estultos e impedindo que fossem detidos. 

Meninos de São Paulo e Palmeiras que agora foram realmente marmanjos para seguirem atuando depois da barbárie. Quando em vez de terminar o jogo que só tinha 90 segundos ainda (e mesmo que fossem 90 minutos) que tinha mesmo que ser encerrado por falta de qualquer condição. 

Jogo que voltou como os jogadores também por possivelmente não haver condição policial e de segurança para terminar antes da hora errada aquele fim da picada e começo da facada que não era fake. 

Possível que a arbitragem ainda deu mais jogo para evitar ainda mais violência vinda de fora e do esgoto. Impossível lógica de um país que desmoraliza o inacreditável. Onde tudo é possível. Ou pior: passível. Passivo. 

Em vez de falar de um grande jogo de dois grandes times de uma grande Copa São Paulo que terá uma grande final, lamentamos outra violência premeditada. Só celebramos agora que ninguém foi esfaqueado. A não ser pelas costas a segurança, o respeito e o espírito esportivo. 

Os meninos de Palmeiras e São Paulo têm futuro dentro de campo. Pena que alguns de fora não tenham nada no passado além de capivara e picareta.

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