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Não foi bom, mas ainda pode ser - Corinthians 0 x 0 Boca Juniors

Duelo segue aberto para a Bombonera, com cheiro de pênaltis.

Por Mauro Beting

Róger Guedes bate e Rossi defende o pênalti

Róger Guedes bate e Rossi defende o pênalti

Maycon, autor dos dois gols na vitória na Neo Química Arena no turno da fase de grupos seguia fora. Como Renato Augusto. Du Queiroz. Gil. Mosquito. Mesmo Jô desligado quando a opção ainda é o unplugged Júnior Moraes - mas em breve será o ótimo Yuri Alberto. Vários desfalques. Até mesmo Luan para um banco com moleques talentosos como Felipe, Matheus, Giovane. Mas ainda chuteiras mais imberbes que os miúdos moídos que tinham que encarar um Boca menos desfalcado, e muito melhor do que o da fase de grupos decepcionante para as duas equipes.

Vitor Pereira tem feito ótimo trabalho de resgate no Corinthians. Os 4 a 0 contra o Santos foram a melhor prova. O empate sem gols mas com bom futebol na primeira etapa mostra isso. Ainda mais perdendo Fagner no final da primeira etapa (o melhor alvinegro até então). E Willian no final do jogo (outro lesionado que tentou como Zé Maria sangrando em 1979, e Fábio Baiano se arrastando em 2004, superar o problema no ombro como superou todos os rivais em uma das cinco chances de gol do Timão no começo da segunda etapa).

Teria mais um gol perdido pelo ótimo Adson (que sofreu um pênalti não marcado de Sandez, aos 12), e foi dos melhores nessa surpresa tática do português: para conter o ótimo Villa aberto no 4-1-4-1 de Battaglia, VP veio com Mantuan como um quinto homem na zaga, como lateral pela direita; com a bola, virava ala bem aberto, fazendo boa parceria com Adson, no 3-1-5-1 propositivo corintiano. A questão é que Róger Guedes saía muito da área e Giuliano entrava pouco; Roni errou muitos passes, e Piton pouco apareceu do outro lado. Quando Willian rodou mais, o Timão parou na melhor e mais adiantada marcação xeneize.

Mas  o problema mesmo foi o pênalti desperdiçado por RG. Se a cobrança levou absurdos 4 minutos para ser batida pára um pênalti tão claro quanto maternal de Rojo, o 9 corintiano pareceu levar outros 10 minutos para cantar o canto muio bem defendido por Rossi, aos 43 do primeiro tempo.

Ali murchariam time e torcida. O Corinthians não voltou tão bem e o empate acabou sendo justo. Até pela injustiça que seria Cássio ser vazado depois de três grandes defesas, nas quatro chances do Boca.

O empate sem gols foi o possível para um classificação ainda viável. Se os miúdos superarem as tantas lesões e algumas limitações corintianas na Bombonera.

Meu chute serão pênaltis. E com chances de mais uma noite mágica de Cássio.

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