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Galo mais líder - mesmo

Atlético Mineiro e Flamengo vencem, Palmeiras empata, em um BR-21 cada vez mais só para três

Por Mauro Beting

Keno!

Keno!

Na imprensa esportiva a gente adora dizer que determinado time é “mais líder do que nunca”. Mesmo que já tenha tido mais pontos de vantagem para o segundo colocado, mesmo que mantendo a diferença de pontos da rodada anterior. São aquelas expressões que a gente fala sem pensar tipo “a cereja do bolo” representando algo de bom. Sendo que a pior coisa disparado do bolo é a cereja do bolo que nem cereja é - e muito menos vai ser a melhor coisa.

 

O Galo, de fato, está mais líder do que nunca.

 

Mas a cereja do bolo deste Brasileirão não é só a campanha do Atlético Mineiro. Que venceu mesmo sem jogar muito bem o Inter, que foi um pouco melhor no primeiro tempo, no sábado à noite, no Mineirão.

 

Esse bolo está tão gostoso (e até embalado e embolado em relação a outros anos de Brasileirão) que o time que realmente tem sido o glacê, o manjar, uma Nutella (quem foi o tonto que convencionou blaterar que o creme de avelã agora é “ruim” por não ser “raiz”…) não é o líder; ainda não é nem o segundo colocado (também por ter dois jogos a menos no BR-21). Mas está com pinta de que deverá encostar no Galo para disputar mais um título histórico. Como foi o Brasileirão de 1980.

 

Se o final será feliz rubro-negro como foi com o Zico e bela companhia, ainda que com arbitragem muito discutível na decisão, não se sabe. Mas quem tem jogado o futebol mais consistente, mais envolvente e mais empolgante do Brasil é o Flamengo. Mais uma vez, contra o Athletico Paranaense finalista da Sula, e também desfalcado de sete titulares, em menos de 10 minutos já estava tudo resolvido.

 

Mais uma assistência de Gabriel Barbosa para o cabeceio de Bruno Henrique. Mais uma avalanche de chances e jogadas bem criados que deu no gol inicial de Everton Ribeiro. E mais um lindo contragolpe do Flamengo de Renato, iniciado ainda no campo de defesa por BH, e terminado com esmero no belo gol de Andreas Pereira. Um que parece que nasceu na Gávea. Um talento que vai suprir a ausência do inesquecível Gerson mais rapidamente do que imaginado.

 

Claro que o Flamengo ainda oscila. Mas tem tanto potencial em campo e no banco, que essas irregularidades passam batido. Diferentemente do Palmeiras de Abel. A a cada jogo que passa, numa defesa exposta demais para um “retranqueiro” (SIC), não se tem a menor ideia de qual vai ser o desempenho alviverde. E nem o placar final.

 

Não falta repertório ao treinador. Por vezes parece que até sobra. Mas o desempenho no final, além das clássicas parmeradas, é uma incógnita. Mas que não se subestime o Palmeiras tão vitorioso, tão copeiro, tão competitivo. Ele é capaz de em um jogo só em Montevidéu fazer mais uma vez história.

 

Mas, no Brasileirão, quem deve fazer é o Galo. Isso se o Flamengo não seguir atropelando todo mundo e dando seta pela esquerda.

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