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Galo assombra no penúltimo jogo do ano do calendário da pandemia

Incrível a intensidade do Galo no penúltimo jogo do ano, em uma temporada que foi colada na anterior, sem férias. O Galo sobrou na turma também fisicamente

Por Vitor Sérgio Rodrigues

Ainda tem muito gás para comemorar...

Ainda tem muito gás para comemorar...

O Atlético Mineiro sobrou em todos os níveis no primeiro jogo da final da Copa do Brasil, atropelando o Athletico por 4 a 0 no Mineirão: defensivo, ofensivo, transições, tático, técnico, físico... Esse último item chama muito a atenção. A intensidade com que o Galo se apresentou na partida, desde o primeiro minuto, é de espantar, considerando que esse jogo é o penúltimo do calendário do futebol brasileiro em 2021. O jogo de volta, que neste momento parece uma formalidade, será na próxima quarta-feira, 21h30, na Arena da Baixada.

A temporada 2021 do futebol brasileiro foi disputada na sequência do Brasileirão de 2020, que terminou em fevereiro deste ano por causa da paralisação provocada pela pandemia no meio do ano passado. Isso cobrou um preço grande dos clubes em condição física e lesões. Por isso a postura do Galo na maior parte dos jogos é ainda mais destacada. A capacidade de pressionar e roubar a bola, de ser intenso e empurrar o adversário para o seu campo, de acelerar nos contra-ataques na reta final do Brasileiro e da Copa do Brasil não encontrou muita resposta do outro lado. O Atlético Mineiro sobrou também fisicamente.
 
Isso ficou claro nos primeiros 35 minutos contra o Furacão no Mineirão. Domínio total nas duas metades do campo, com o Athletico sem conseguir trocar cinco passes e acuado contra o seu gol, errando saídas de bola. O Galo já tinha tido duas boas chances, antes do pênalti, que aconteceu, com Léo Citadini com o cotovelo aberto na área. Hulk bateu bem e marcou. Dez minutos depois, Keno concluiu muito bem a jogada coletiva que começou na lateral-esquerda defensiva com um desarme de Arana e rodou todo o campo até a condição da batida, explorando uma péssima transição defensiva do Rubro-Negro. No 2 a 0, na prática, o jogo tinha acabado.

A etapa final mostrou o mesmo cenário, com uma pressão inicial do Galo convertida em gol de Vargas, após uma saída de bola desastrosa de Thiago Heleno. Mais uma bela escapada que começou com Jair, terminou no 4 a 0, de novo com Vargas, em mais uma participação de Zaracho (envolvido em três dos quatro gols). Hulk ainda perdeu o quinto ao tocar de cobertura no fim da partida.

Faltam 90 minutos para o fim da temporada, para o Galo concretizar uma Tríplice Coroa que seu maior rival se vangloria há 18 anos. Pelo que o mostra nos jogos, pelo gás que o time do Atlético parece ter no tanque, daria para jogar mais umas dez partidas...
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